“Daqui vejo milhares de pessoas e boas intenções e motivos pra ser feliz. Mas onde eu estou? Adivinhe? Estou em casa, sozinha, como se não houvesse nada.
“Primeiramente se ame. Goste do seu corpo, da sua voz e do seu jeitinho. Aceite a mania que você tem de se apegar ou se desapegar. Goste do seu cabelo seja ele ondulado, crespo, liso, enrolado… Fique contente ao se vestir, pois você se veste para si mesmo; para se agradar. Goste do seu andar e do seu falar. Seja sua voz fina, grossa, roca, ou de qualquer outra maneira.Goste do seu andar seja ele torto, reto, apressado ou lento. Ame o seu peso, e caso não se contente, se esforce até gostar. Se contente com sua altura. Se contente com você e com o seu eu. Se contente com seus jeitos e manias.Goste do seu sorriso, pode ser tortinho, amareladinho, mas sorrir faz parte da felicidade. Goste da maneira como gesticula ou como pega gírias rapidamente. Goste de sua mania de sentir. Goste da sua maneira de demonstrar ou não o amor. Goste de você. Ame a si mesmo. Ame. Ame mesmo. Se namora, para depois pensar em amar outro alguém.
~
Aluga-se Felicidade, Se namora. (via
autoria)
“Eu nunca pensei, em hipótese alguma, que hoje eu iria estar assim, com a mente fixa em coisas tão incertas, pessoas diferentes, sentimentos idiotas, e sensações estranhas. Minha vontade é de gritar sem fazer nenhum barulho, de fugir mas permanecer no mesmo lugar, de dizer o que sinto sem magoar ninguém, mas isso se torna impossível. As pessoas que um dia me fizeram bem se afastaram de pouco a pouco, e com isso deposito meus sentimos em pessoas estranhas, no qual eu sei que um dia farão mesmo. É passageiro, claro que é, tudo é, mas enquanto for recente, enquanto permanecer em mim, continuará me corroendo, isso vem de uma amizade, um amor, um familiar. Independente da perca ela sempre deixa feridas, eu queria muito pode dizer que estarei com você para sempre, mas isso seria mentira, mas posso afirmar, de coração, que enquanto durar, estarei aqui pra ajudar.
“O telefone toca, era tarde.
— Alô?
— Amor?
— Cara, são 2:30 da manhã Júlia.
— Não me chama de Júlia, odeio e você sabe.
— Desculpa amor, o que foi?
— Tô sem sono. Canta para mim?
— Me ligou para isso?
— Sim. Por favor, amor.
— Ah Ju, não.
— Por favor.
— Ai, qual música?
— Se eu chorar!
— O quê? Nunca!
— Por favor, por mim.
Ele ri e aceita.
— Posso começar?
Ela ficou feliz, ele cantaria. — Pode.
— Pra viver eu só preciso de você, pra ser feliz eu só preciso te merecer. Pra ser melhor tem que acontecer de novo em outra vida, pra não chorar, vou cuidar tanto desse amor. — Ele ouve risadas. — E se eu chorar vai ser de saudade e eu vou te ligar quando ela bater. Às 4 ou 5 da manhã,falar que eu sou seu fã e só liguei pra dizer. — Ele não escuta nada. E continua. — Que agente se encaixa, é a tampa e a panela, é a chama e a vela, é cama e o colchão. E que o mal de quem ama é saudade, você é a metade do meu coração. E que eu sou o amor da sua vida, e sou água doce pra você beber. E que eu quero ouvir da sua boca que você é louca por mim, como eu sou por você. — Ele para.
— Ju?
Ela tinha caído no sono, ele sorri e diz:
— Boa noite pequena, eu te amo. — E desliga o telefone
“Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações.